A Presença da Falta de um AMIGO
Estou saindo de casa, um pouco atrasada como sempre, e não sei se volto... Na verdade a gente nunca sabe se volta e quando volta, não é mesmo? Mas imaginamos, planejamos que sim... Mas e se não for?
Como posso saber até que ponto eu vivi ou apenas sobrevivi? Pergunta que nos fazemos quando assistimos a um filme de comédia romântica cuja temática é o que você faria se tivesse apenas sete dias ou ainda quando em um domingo de manhã você descobre pelo Orkut que seu amigo de infância falecerá dois dias antes... Descobre quando já não dá mais tempo de dizer tchau e o quanto ele era bom.
A questão que cai como um peso na nossa cabeça nessas horas é sempre “será?” – será que estou perdendo tempo? Será que não voltarei hoje para casa? Será que não direi às pessoas o valor que elas têm em minha vida? Será? Será? Será?!
O tempo parece que às vezes nos consome quando na verdade quem deveria consumi-lo éramos nós, deixamos de ver nossos amigos, familiares, colegas, pessoas queridas, lugares bonitos, lugares de paz, nossa saúde e nosso descanso porque não temos tempo, mas a grande questão é como estamos fazendo uso dele...
Acordei domingo pela manhã e abri meus “meios de comunicação” pela internet, porém não possuía um meio de comunicação ao qual eu pudesse sentir, ouvir ou falar (em forma literal, claro) com algum de meus amigos de infância para que eu pudesse saber sobre o que houve com um amigo de muitos anos que já não via há meses...
Questionei-me, após o saber dos fatos, como usamos o tempo achando “amigos” pela internet e perdendo outros na vida, no dia a dia. Não estou criticando qualquer pessoa que seja, afinal de contas mencionei que a primeira coisa que fiz pela manhã foi abrir Orkut e seus derivados, mas penso que precisamos refletir sobre onde aplicamos nosso precioso tempo, que como citei no começo do texto, não sabemos nem “se” e nem “quando” será o momento de não voltarmos para casa ou até mesmo se veremos as pessoas das quais gostamos...
Amigos que quase não vejo, falo de vez em quando e os que não verei mais... Sinto falta de vocês!!!
Por vezes(ou melhor,quase sempre,quase todos os dias),sinto essa pressão do não saber "quando".Acho que maioria das vezes,o tempo realmente se parece mais com um inimigo,um monstro,uma químera,do que com algo que seja possível de ser "consumido".Um dia desses mesmo,fazendo minhas tarefas no trabalho,tive a impressão de que em certo espaço de tempo,conseguiria realizar tudo,e ir pra casa satisfeito por ter concluído tudo.Ledo engano:o tempo que me devorou,rs.Sobre os amigos de outrora então...Aqueles que o mesmo tempo uma hora nos torna valiosíssimos,na outra os traga e esconde...Sei bem o que é isso.Belo texto.Ft abç!
ResponderExcluirNo caminho de Castañeda para o Conhecimento, Don Juan lhe diz que pra sermos impecáveis e flúidos devemos estar sempre despertos e cientes da morte, no dia a dia. Nos acostumarmos a essa Presença e amá-la.
ResponderExcluirAssim seremos impecáveis em nossas ações e nunca deixaríamos de fazer ou fazer pela metade. Viveríamos plênos de nós e de vida, consciênte a todo instante.
Saudades imensas!
Bjão
"Na verdade a gente nunca sabe se volta e quando volta, não é mesmo?"
ResponderExcluirpenso EXATAMENTE assim