
"Eu sou um cine-olho. Eu sou um construtor. Eu te coloquei num espaço extraordinário que não existia até este momento. Nesse espaço tem doze paredes que eu registrei em diversas partes do mundo. Justapondo a visão dessas paredes e alguns detalhes consegui dispô-las numa ordem que te agrada e edifiquei, da forma adequada, sobre os intervalos, uma cine-frase que é, justamente, esse espaço. Eu, cine-olho, crio um homem muito mais perfeito que aquele que criou Adão, crio milhares de homens diferentes segundo desenhos distintos e esquemas préestabelecidos. Eu sou o cine-olho. Tomo os braços de um, mais fortes e hábeis, tomo as pernas de outro, melhor construídas e mais velozes, a cabeça de um terceiro, mais bonita e expressiva e, pela montagem, crio um homem novo, um homem perfeito" Vertov
"Me vejo no que vejo /Como entrar por meus olhos /Em um olho mais límpido /Me olha o que eu olho / É minha criação / Isto que vejo / Perceber é conceber / Águas de pensamentos" Marisa Monte - Blanco
O que percebemos?
Adoro esse texto de Vertov, o ultimo trecho lembra Frankenstein de Mary Shelley, o homem perfeito feito de parte de outros... espero que gostem. bjs
ResponderExcluirUma mente brilhante na antiga torre. Olhos em chama que jamais devem se encontrar. Brincando de Deus na hora final. Insanidade... uma linha tênue. Oprimid pelo processo do luto e pela perda de sua amada. O trabalho do doutor agora é sua obsessão. O que é vida? O que há além dela?
ResponderExcluirEle quer saber como é ser Deus, criando vida com suas prórpias mãos. Reanimar tecidos sem vida: O trabalho do Demônio, o plano do doutor. Um homem de riqueza e uma mente genial. Um escravo da paixão e de seu lado mórbido. Roubando túmulos dos quase mortos. Tendências erráticas. Uma mente perturbada.
Eu o criarei à minha própria imagem. Se Deus pode, por que não eu? Não pensei nas conseqüências. Precisava saber o sentido da vida.
Relâmpagos estalam, a hora decisiva. A monstruosidade vêm à vida. Uma vítima da vaidade humana. Nascido do delírio. Uma criança perturbada. Ele vira as costas à sua própria criação. Segue-se o caos. Inocentes morrem. Quem é o monstro? Quem é a vítima? Crucifiquem! Crucifiquem!
Iced Earth: "Frankeinstein"
Sabe,não conhece praticamente nada quando o assunto é cinema - aliás,(quase) sempre consuimi-os,no entanto muito mais na qualidade de leigo que só quer se divertir,do que naquela de curioso que quer aprender algo.O tom de potência do texto,me lembra Nietzsche,e aquele espírito audaz dos germânicos,com aquela inteligência circunspecta,apesar de Vertov ser russo.Aliás,é até mais: um homem que faz uma transferência do mundo conceitual,com suas idéias e miolos,e sonhos e tudo o mais, para materializar esses conceitos de alguma forma com a câmera,com os sentidos observados de forma consciente.
ResponderExcluirPelo que andei lendo,Vertov,é referência total;procurarei ver algo dele...Um abraço,cara!